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Beer Alleycat – resultados
Como alguns de vocês já sabem, rolou nessa sexta, 17/08, mais uma prova do calendário ciclístico paranaense, e o Departamento de Ogrices do Sindicato, como sempre, estava devidamente representado.

atletas estudando o trajeto e recebendo instruções
A prova consistia em visitar três pontos de controle (dois postos de combustível e um hipermercado) ao redor do Centro e retornar. Fazendo jus ao nome, a largada só contava se, antes, fosse entornada uma lata de cerveja. Da mesma forma, em cada ponto de controle, era necessário virar uma lata de cerveja - a qual, pra piorar, deveria ser comprada na hora, enfrentando filas de playboys e malacos. Para cruzar a linha de chegada, mais uma lata.
Infelizmente, o Sindicato ficou desfalcado logo após o segundo ponto de controle, quando fui traído pela pouca borracha que restava no meu pneu traseiro, tive um furo irremediável e fui obrigado a esperar o carro da equipe de apoio.

o rombo
O pódio ficou com Fábio Tomé, em primeiro, e Guilherme Akioooooó, em segundo.

Guilherme (capacete branco) e Fábio, repondo carboidratos
Obrigado aos organizadores e participantes, e especialmente ao Paulo e à Sabrina, que aguardaram o resgate comigo!
Hoje! Noite de Lançamentos FixaCWB x Nayp
Hoje, Brooklyn, a partir das 19h. Sem mais.

Jantar de fim de ano da firma!
Então vocês acharam que nesse fim de ano o FixaCWB faria apenas o Rock’n'Rollo e pronto? Ledo engano. O aquecimento para o Rock’n'Rollo dessa vez será em altíssimo estilo. O jantar do sindicato acontecerá na noite do dia 15 de dezembro, no Brooklyn Coffee Shop, a partir das 19h, nele teremos o lançamento do nosso tão desejado uniforme de estrada! E não é só isso, os nossos irmãos da Nayp irão lançar uma linha de vestimentas urbanas inspiradas em ciclismo, com funções e cortes específicos para tal fim, e não, não é só isso. Para coroar um belo ano de ogrisses teremos a premiére do vídeo do Grand Prixxx, corrida não autorizada que realizamos no mês de outubro.
Noite de Lançamentos FixaCWB + Nayp
Quinta-feira, 15 de dezembro
Brooklyn Coffee Shop
R. Trajano Reis, 389, São Francisco (quase em frente ao Wonka)
A partir das 19h, projeção do vídeo 22h
Entrada franca
Rock’n'Rollo IV

Caros amiguinhos e fêmeas, ele voltou, das profundezas do inferno!
Sim sim, o temível ROCK’N'ROLLO está de volta para que seus corações fiquem repletos de alegria e seus fígados repletos de álcool!
Cada vez mais selvagem, a nossa festa da firma agora está de casa nova, a 4ª edição do RnR acontecerá no DOM CORLEONE BAR, um nome que, cá entre nós, faz jus a tradição de 43 anos dos defensores da tradição do ciclismo paranaense. Os festejos se darão no dia 16 de dezembro, uma sexta-feira de lua cheia.
Como vocês já aprenderam, teremos tudo aquilo que não pode faltar no mais importante evento do FixaCWB: tequila de graça para as galegas, dizeres de baixo calão por toda a noite, e muita, mas muita cerveja. Ah, claro! Teremos corridas, todas elas monitoradas pela aparelhagem eletrônica que só “nós tâmo tendo” no Brasil.
A entrada é franca. Para aqueles que quiserem competir, as inscrições começam as 20h (R$15) no próprio bar, chegue cedo e garanta sua chance de degladiar na mais sensacional rinha de galos da capital das araucárias.
Gorda premiação para os campeões, além da já famosa lápide do RnR.
Logo após a premiação dos campeões, a casa vai cair com Bisão Sound System, tocando tudo que há de mais sujo no universo musical.
Serviço
ROCK’N'ROLLO IV
Sexta, dia 16 de dezembro
Entrada franca
Inscrições a partir das 20h, corridas a partir das 22h (R$ 15)
Dom Corleone Bar | Paula Gomes, 296, São Francisco, 30 metros do Torto
Apoio: Nayp, Weird, Pedale, Biketech, Dom Corleone Bar, D-LAB, Julim Tattoo, Cemitério Parque Senhor do Bonfim, Tre3e, Thiago Tattoo, Inventa, Brooklyn Beer
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Mas de que diabos esses filhos da puta estão falando? Rock’n’Rollo é uma corrida de bicicletas de roda-fixa sobre rolos de treinamento, ou seja, você pedala sem parar e sem sair do lugar, um mecanismo eletrônico é responsável por saber quem percorreu os 666 metros antes, o objetivo é girar o pedal cada vez mais rápido, quanto maior o RPM antes você termina. Ainda não entendeu? Então veja o vídeo:
Philippe Gilbert é dos nossos.

O monstrinho Philippe Gilbert aprecia uma bela cerveja depois de uma vitória no Eneco Tour, competição na qual ele terminou em segundo lugar geral.
Bonde da Stella
Se você tá com o cu dando bote, pegue uma carona no cavalo de São Jorge em busca do líquido sagrado.
(O bonde deve sair um pouco mais tarde)

Fixed Beer: Dum Day
Manja a DUM Cervejaria? Foram eles que fizeram aquela India Pale Ale edição especial do Rock’n'Rollo. Então, a DUM está completando um ano de atividades etílicas e hoje vai rolar uma saraivada de cervejas artesanais de tudo quanto é tipo, preço e gosto, lá na Cervejaria da Vila. Vá de fixa e volte(?) de ambulância.
Da série Relembrar é Viver
Mais um da época em que o Cereja pedalava e ainda não falava “Hell Yeah!”
Com a palavra: Evil
Cartinha de amigo leitor é o caralho, esse é um belo relato do meu grande amigo e membro do alto clero do FixaCWB, Evil.
“Olá pessoal,
Nesse domingo voltei aos meus treinamentos, com minha bicicleta que foi recuperada. Queria agradecer a todos que me ajudaram a tê-la de volta. Mas não estou escrevendo somente para agradecer. Todos sabem que sou ciclista há muito tempo, dezessete anos para ser exato. Durante todo esse tempo correndo, passei por muita coisa, em viagens, competições, treinamento, e posso dizer que tudo isso construiu meu caráter e meu estilo de vida.
Já fazia mais de dois meses que não pedalava… o primeiro mês por problemas pessoais e o segundo por terem roubado minha bicicleta, mas nesse domingo tudo deu certo, desde o tempo para eu poder sair ate o clima e o vento favoráveis, um dia perfeito. Marcado o treino com meu amigo Diego, saímos e seguimos pela 277 em direção a Morretes. Já na serra, aquela sensação única de estar pedalando junto à natureza, sentindo ar puro e adrenalina nas veias, me lembrei de um ritual que sempre fiz: agradecer a seja lá quem for que me permite estar ali fazendo o que mais gosto.
Chegamos ao ponto de parada, onde comemos e bebemos alguma coisa. Além de sermos muito bem atendidos pela Dona Noirâ, tivemos a melhor comida e bebida do mundo. Isso é o efeito que uma boa pedalada causa em nosso paladar. Qualquer lanche vira um banquete, a gente aprende a dar mais valor para as coisas simples.
Saímos dali alimentados e risonhos, seguimos em direção à Serra da Graciosa… o visual não poderia estar melhor. Ainda no asfalto que leva até a subida de paralelepípedos, já sentíamos o cansaço do pedal, afinal, ali já estávamos com quase 80 km rodados. Respiração ofegante, pernas doloridas, calor, trazem suor, gemidos e caretas… as quais vi algumas na cara do Diego, imagino como deveriam ser a minhas, ainda bem não termos espelhos nessas horas!
Diante de tanto esforço, um sinal de fraqueza, uma vontade de parar, mas a cabeça manda continuar, pois quantas e quantas vezes passei por ali sem ao menos pensar em chegar em segundo lugar. Mas o corpo destreinado não responde da mesma forma. Lembrei que sou humano, como qualquer um, na hora em que fui obrigado a colocar os pés no chão porque não tinha mais força para empurrar os pedais para baixo. Sentado ali, ofegante e curioso com o que viria pela frente, se iria me recuperar, se chegaria em casa ou se ao menos terminaria de subir a serra, tive a certeza que estava fazendo a coisa certa, por mais estúpida que parecia, pois estava feliz e via isso no rosto do Diego também.
Após alguns minutos retomamos a pedalada e chegamos ao final da subida… Alívio, alegria e vitória, terminamos a parte mais pesada do percurso. Agora o esforço era um tanto menor, mas as dificuldades mudavam de natureza: câimbras tomavam conta de minhas pernas. Dores que te fazem viver o momento presente, que te amadurecem e te dão a dica de que você continua vivo.
Transcorrendo mais alguns quilômetros, novamente a falta de força apareceu, porém tínhamos um posto de gasolina próximo. Mais uma vez um banquete à nossa frente, mais uma vez as coisas simples se tornando donas de valores incalculáveis.
Pessoas incríveis que conhecemos tornaram o dia mais lucrativo. Todos têm alguma coisa para ensinar, todos têm uma historia boa para contar. O nosso sofrimento se transforma em sorriso.
Em fim chegamos em Curitiba, nos alimentamos com nossa terceira orgia gastronômica, demos risada, conversamos sobre tudo o que havia passado até que resolvemos seguir nossos caminhos de casa. Dever cumprido. Banho de Rei, num chuveiro elétrico de minha aconchegante casa. O carinho gostoso de minha companheira, um sorriso maroto antes pegar no sono.
Dizem que as sensações sentidas por atletas são as mesmas sensações divinas sentidas por pessoas que se dedicam por completo à meditação e ao autoconhecimento. Então, sentir-se vivo, sentir-se indestrutível e estar vivendo o exato momento, são coisas que encontrei no esporte que pratico. Mas tem uma dessas sensações que se não for divida nunca será completa, e ela se chama FELICIDADE. E tudo que passei neste dia se resume a isso. Fui fundo na minha felicidade e queria compartilhar cada momento com vocês.
Novamente quero agradecer a todos por me ajudarem a recuperar minha bicicleta, sem vocês nada disso seria possível.
Tenho que agradecer singularmente a Bia, minha companheira que não saiu do meu lado nenhum minuto se quer, ao Marlon, meu sócio que agilizou rifas e segurou a barra da loja enquanto eu corria de um lado para o outro, ao Athos meu amigo que esteve no meio de tudo, ao Diego meu nobre escudeiro, ao Julim que me ajudou financeiramente direto com seu trabalho, ao Viquetor que organizou todo o resto.
Sejam felizes, façam o que mais gostam, vivam seu sonho.
Obrigado pessoal”
Ivo Lucas Siebert



